STJD decidiu não julgar o Santos por gritos homofóbicos

A equipe alvinegra está enfrentando acusações por gritos homofóbicos no STJD após importante partida em clássico contra o Corinthians.

Na última quarta-feira (20) foi adiado o julgamento do Santos no STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva). A comissão adiou o julgamento para o dia 4 de outubro, por relatório incompleto do delegado da partida, e solicitou o relatório completo à CBF(Confederação Brasileiro de Futebol) para continuar o julgamento.

O advogado do Santos Marcelo Mendes foi peça importante para o adiamento do caso, o advogado solicitou o adiamento do julgamento, visto que o relatório do delegado do jogo está com elementos faltando que poderiam ser importantes no julgamento e decidir o resultado. Marcelo também levou materiais do clube de apoio à comunidade LGBTQI+ e repúdio à falas preconceituosas para ajudar o clube no julgamento.

Caso aconteceu em clássico contra o Corinthians pelo Sub-20

Os cânticos homofóbicos contra o goleiro Kauê, do Corinthians, aconteceram em partida válida pela ida da Copa do Brasil Sub-20 no dia 29 de agosto, na Vila Belmiro.

O Santos foi denunciado no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que diz: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”. 

O árbitro da partida Fabiano Monteiro dos Santos relatou na súmula o acontecido:

“Informo também que, aos 41 minutos do segundo tempo, foram identificados gritos homofóbicos vindos da torcida do Santos FC que estavam na arquibancada atrás da meta defendida pela equipe S.C. Corinthians Paulista com os dizeres: “goleiro viado, goleiro viado…”, detalhou o arbitro.