O dia que o Santos humilhou o Corinthians e Pelé precisou da ajuda da Polícia

Em 6 de dezembro de 1964, diante de mais de 54 mil pessoas no Pacaembu, Pelé dava mais um show e mostrava a todo o país por que seria conhecido como o Rei do futebol. O eterno camisa 10 contribuiria com quatro gols e duas assistências na vitória histórica de 7 a 4 diante do Corinthians.

O triunfo tirou as chances do rival levantar a taça de campeão paulista, além de consagrar o Peixe como vencedor do estadual posteriormente, com Pelé sendo destaque como artilheiro máximo com 34 gols marcados, 12 a mais do que o corintiano Flávio Minuano

No total de 30 partidas, o Santos contou com 20 vitórias, quatro empates e seis derrotas, marcando incríveis 95 gols e sofrendo 47. Ou seja, o time tinha em média 3,16 gols marcados por jogo. Além disso, foi dono da maior goleada da competição, aplicando 11 a 0 no Botafogo, na Vila Belmiro.

Os jogadores e dirigentes santistas comemoraram muito a vitória nos vestiários, uma vez que o time do Parque São Jorge também era um dos favoritos a conquistar o caneco.

Os corintianos foram elogiados pelo então técnico Lula, alegando que se não fosse pelas atuações da dupla de ouro, Pelé (quatro gols e duas assistências no duelo) e Coutinho (dois gols), o resultado poderia ter sido diverso. 

A grande questão envolvendo a partida era a preocupação pela segurança do Rei. Após uma atuação memorável e quatro gols marcados na casa do adversário e rival paulista, as autoridades ficaram com um pé atrás em relação à saída do estádio da parte de Pelé.

Diante disso, uma escolta policial se formou para acompanhar o ex-jogador até a saída, tremendo alguma agressão de um rival. Todavia, nada disso foi preciso, e tudo deu certo para o eterno camisa 10 do Peixe.

Escalações de Santos e Corinthians na partida

Santos: Gilmar; Ismael, Modesto, Haroldo e Lima; Zito e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

Corinthians: Heitor; Ari Ercílio, Batista e Ari Clemente; Amaro e Clóvis; Luizinho, Ferreirinha, Silva, Flávio e Bazzani. Técnico: Osvaldo Brandão.