Novo técnico do Santos chegou na Vila e preparou equipe para vencer a Libertadores

Se na atual temporada, as trocas no comando técnico do Santos não estão funcionando da maneira que a diretoria espera, a situação já foi bem diferente em tempos anteriores. Naquela que é considerada uma das maiores conquistas da história do clube, a equipe trocou de treinador bem no meio da competição.

Em 2011, após início de temporada irregular, o Santos optou pela demissão do técnico Adílson Batista, que deu lugar ao interino Marcelo Martelotte. Em pouco mais de um mês no comando da equipe, o profissional esteve na beira do campo em dez partidas, sendo três delas pela Libertadores.

Depois de uma longa negociação, a diretoria do Peixe chegou em um acordo com Muricy Ramalho, que estava livre no mercado, depois de sair do Fluminense, onde tinha sido campeão do Brasileirão no ano anterior.

“Venho para ganhar títulos. Se quisesse ganhar mais dinheiro, teria ficado no Fluminense”, disse Muricy, ao ser anunciado.

Apesar da situação complicada da equipe na fase de grupos, o novo treinador conseguiu conduzir o time para a próxima fase da Libertadores. Na primeira partida com Muricy, o Peixe conseguiu uma vitória espetacular contra o Cerro Porteño, no Paraguai. Neste duelo, a equipe não pôde contar com Neymar, Zé Love e Elano, que estavam suspensos.

Empolgado com o novo treinador, o Santos teve ótimas atuações no mata-mata, onde passou por times como América-MEX, Once Caldas/COL e Cerro Porteño novamente, desta vez na semifinal da competição.

Na grande decisão, o Peixe encarou o Peñarol, do Uruguai. No jogo de ida, empate em 0 a 0, no Uruguai. Jogando diante de um Pacaembu lotado, o Santos venceu por 2 a 1, com gols de Neymar e Danilo e se consagrou tricampeão da Libertadores da América, naquele que é lembrado como um dos grandes dias da história do clube.

Relembre a campanha do Santos naquela Libertadores